terça-feira, abril 17, 2007

FORAME

Caro Alex....foramen; plural foramina or foramens: small opening, perforation, or orifice. foraminal: adj.
apical foramen n.: the opening of the pulp canal in the root of the tooth
apical adj.: relating to, or situated at an apex
Fonte: Merriam Webster`s Medical Desk Dictionary - MERRIAN-WEBSTER, INCORPORATED, Publishers
Springfield, Massachusetts, U.S.A.

Após a nossa discussão de ontem, após o intervalo de meu paciente, eu consultei o "by the book" e posso adiantar que o forame apical é uma abertura localizada no final da raiz, em dentes normais, dentes com reabsorção radicular ou dentes com rizogênese incompleta. O Prof. Cavanha da patologia da Univ. Federal de Curitiba afirmou certa vêz que as questões semânticas não devem ser consideradas muito importantes na ciência, porque há uma grande diferença no uso do vocabulário. Acredito ser muito razoável aceitar diferentes vocábulos, em se tratando de ciências biológicas. O Prof. Zerlotti, titular de histologia da Univ. de Illinois me confessou em sua sala de microscopia, durante a minha residência na década de sessenta, que ele tinha abandonado a endodontia definitivamente porque ela era muito preocupada com a "bullshit" de 2 milímetros do final do dente ao invés de preocupar com coisas mais importantes para a saúde do homem.
Quanto ao grau de alargamento apical há duas correntes com pensamentos diferentes, porém convergentes: uma que preconiza maior ampliação apical e outra que preconiza deixar o forame o mais estreito e prático possível ( Schilder ) Aí eu acho que devemos aceitar todas as opções, porque existe a idéia do batente apical, limite de trabalho ( se no forame ou na constrição ) dentes classe I,II, III, classificação de Schneider ou Schneider modificada por De Deus etc. etc... Eu faço o seguinte: em casos de classe III, curvatura acima de 40 graus e penetração de lima # 08- #10 com dificuldade, eu prefiro instrumentar o forame no máximo até #17 ou #20, sempre passando do forame (abertura do canal para o ligamento periodontal em qualquer situação, com reabsorção radicular ou não) para evitar o seu transporte. Todavia eu respeito muito a opinião dos colegas que no caso, instrumentam até #40 porque eles produzem o batente apical, o que é muito compreensível e coerente. Ainda não sei se aumentando a instrumentação aumentará o índice de sucesso e também ainda não ficou claro se melhora a desinfecção e se isto é importante no caso de obturação de boa qualidade técnica. Vamos continuar discutindo a "merda" do milímetro apical porque Cavanha e Zerlotti já faleceram e eles estão pouco preocupados... estão em outra dimensão, com certeza curtinho o ócio criativo do De Masi, coisa que ainda não aprendemos a praticar com frequência., infelizmente com exceção do Prof. Tauby Coutinho da UERJ.
Peço licença para encaminhar este e-mail para profissionais qualificados que eu considero os melhores do Brasil e vou pedir a eles que mandem suas opiniões.
Atenção Professores e colegas, mandem suas opiniões e comentários(clicando em "coments") para que possamos exibir a discussão no blog.

Abraços do Ruy.

segunda-feira, abril 16, 2007

AULAS SHOW

As aulas e palestras ministradas ultimamente na área da odontologia se tornaram eventos espetaculares nos quais não faltam slides coloridos, filmes, música pop e shows de dança. Trata-se de uma tendência pedagógica dos palestrantes e esforço no sentido de prender maior atenção aos temas abordados nos congressos, jornadas, encontros e seminários. Nota-se que o fenômeno é pouco comum em outras áreas, incluindo, medicina, engenharia, arquitetura, psicologia e direito. A boa notícia é que os jovens adoram, enquanto os mais tradicionalistas detestam. Neste contexto, vale citar o velho e conhecido adágio, "gosto não se discute" .
Ruy Hizatugu.

sexta-feira, abril 13, 2007

WORKSHOP / HANDS-ON: BRAIN-STORMING


TÉCNICAS ROTATÓRIAS E OBTURAÇÃO TERMOPLASTIFICADA

O SEMINÁRIO FOI CONTEMPLADO PELA PRESENÇA DE VÁRIOS PROFESSORES E ESPECIALISTAS, INCLUINDO:
DRa. REGINA TSUBOUCHI
DRa. CARLA ZILLIG
DRa. SABRINA UYEKITA
DRa. FABIANA MESQUITA BARROS
DR. MARCO AURÉLIO PETRONI MONTEZUMA
DR. EDUARDO FUJITANI

quarta-feira, março 21, 2007

ENDODONTIA EM SESSÃO ÚNICA APCD PINHEIROS


Curso iniciado em 14-03-2007
Horário 19:00 às 23:00 hs
Quarta-feiras
Duração 4 meses

quarta-feira, março 14, 2007

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terça-feira, março 13, 2007

ENDODONTIA EM SESSÃO ÚNICA EAP-APCD SÃO PAULO

Curso iniciado em 12-03-2007
Horário 19:00 às 23:00 hs
Segundas feiras
Duração 4 meses

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

O título “Endodontia baseada em evidências” está em moda. Evidências são confirmações. Tudo que é evidente está confirmado. Assim, “Endodontia baseada em evidências” seria uma Endodontia com confirmação científica. No caso do tratamento endodôntico ou qualquer outro tratamento que se faz em seres humanos, tem-se a confirmação científica através de pesquisas científicas realizadas em seres humanos. As pesquisas realizadas em laboratório, como aquelas que utilizam culturas de células, cobaias como ratos, cachorros e macacos, nos fornecem argumentos biológicos que explicam os fatos observados em pesquisas com humanos. Correntes da Endodontia, como ocorreu no último CIOSP, tentaram desacreditar os achados clínicos mostrando uma série de cortes histológicos, na tentativa de justificar a utilização de medicação intracanal. Se fizermos um levantamento de trabalhos clínicos que estudaram tratamentos em sessão única e os tratamentos realizados com curativo intracanal, não encontraremos nenhum que mostre a necessidade de se colocar o curativo para se obter o sucesso. Todos os trabalhos mostram resultados estatisticamente semelhantes. Cita-se a meta-análise realizada por Sathorn et al. Nesses trabalhos clínicos, leva-se em consideração sinais e sintomas clínicos para se avaliar o sucesso do tratamento. Para alguns, parece que este tipo de avaliação não é o suficiente. Talvez por isso tentem mostrar cortes histológicos em animais de laboratório para justificar a colocação de medicação intracanal. Se o reparo histológico é tão importante, seria mais interessante levar-se em consideração trabalhos que avaliem o sucesso histológico em humanos, e não em cobaias. Brynolff, em 1966, e Seltzer, em 1999, mostraram que o sucesso histológico de tratamentos endodônticos realizados em humanos não passa de 7%. Será que deveremos deixar de realizar tais tratamentos e partirmos para os implantes? Pelo menos, os que acreditam tanto na avaliação histológica para dizer que o tratamento alcançou o sucesso, deveriam começar a fazer extrações e implantes. Os que acreditam no sucesso clínico, avaliado através de sinais e sintomas clínicos, devem continuar a executar o tratamento endodôntico como sempre fizeram, com excelência e em sessão única, pois a biologia permite isso. Aqueles que confiam no tratamento em duas ou mais sessões, com medicação intracanal entre sessões, devem continuar com o mesmo protocolo de tratamento, sem nenhum problema. Muitos preferem executar a obturação do canal somente após evidências de reparação, o que acontece após 3 a 12 meses de curativo com Hidróxido de Cálcio, executem, porque os resultados serão semelhantes. O que realmente importa é o domínio da anatomia e o controle da infecção. Sessão única e sessões múltiplas não é uma opção, é uma consequência da habilidade e conhecimento técnico-científico individual, aliado à excelência. Além disso, trabalhos mais recentes como de Peters et al (2002) já demonstraram que o que realmente limpa o canal é o preparo químico-mecânico. A colocação de medicação intracanal, ao contrário do que se acreditava, faz com que haja proliferação das bactérias remanescentes. A nova diminuição do número de bactérias só se consegue com a reinstrumentação do canal. Uma outra observação importante desses pesquisadores é que a qualidade da desinfecção da primeira instrumentação e da re-instrumentação são estatisticamente iguais. Talvez essa seja a explicação biológica mais coerente para o fato de termos resultados estatisticamente iguais, quanto ao sucesso clínico, dos tratamentos realizados em sessão única e em sessões múltiplas
Eduardo Kado

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quinta-feira, fevereiro 01, 2007

FÓRUM DE ESPECIALIDADE - 25º CIOSP

Dr. Ruy Hizatugu,
Sua falta foi sentida tanto pelos palestrantes quanto pelos congressistas.
Estimo-lhe saúde e pronto restabelecimento.
O Fórum foi gratificante, como pode ser constatado pelo Dr. Celso e outros colegas presentes.
Com alegria vimos Dr. Carlos Estrela motivado e Dr. Mario Leonardo concordando a necessidade de repensar a Odontologia dos últimos vinte anos e juntamente com o Dr. José Luiz Lage Marques entrarem em concordância pela busca do sucesso(excelência) do tratamento endodôntico,respeitando não só á Biologia, como a Microbiologia. Sempre observando o respeito e amizade na caminhada para elaboração da Odontologia como Ciência e Arte.
Mais uma vez saúde e muito trabalho.
De Neudice e família.

Querida amiga e colega Neudice. Muitíssimo obrigado pelas suas palavras de incentivo e amizade. Eu sentí muito não poder participar do forum e desfrutar da convivência e sabedoria de meus colegas, Prof. Carlos Estrela, Prof. Mário Roberto Leonardo e José Luiz Lage Marques, expoentes da Endodontia Brasileira. Também fiquei sabendo do empenho dos palestrantes em repensar e refletir sobre a endodontia dos últimos vinte anos e procurar respaldo na Biologia celular e molecular e Microbiologia para a excelência de resultados clínicos e histológicos.
Gostei muito quando você fala do respeito e amizade demonstrado pelos ministradores no trato de questões controvertidas da terapia endodôntica, particularmente em relação ao uso de medicação intracanal ( Hidróxido de Cálcio ) entre sessões nos casos de dentes com infecção e patologia periapical.
O meu artigo de cabeceira foi escrito pelo R. Holland e colaboradores, incluindo J. Ingle e Equipe da UCLA em 1983 e publicado no Oral Surgery. O estudo que eu tive a oportunidade de acompanhar, durou cerca de três anos e envolveu lesões periapicais induzidas em dentes de cães e de macacos. Utilizou-se medicação intracanal de longo prazo com H. de Cálcio, período de 3-10 mêses. Os resultados histológicos revelaram o alto índice de reparação com formação de neocemento na região periapical e poucas células inflamatórias. O estudo revolucionou a endodontia da época e até hoje encontra seguidores da idéia. Prova disso, eu participei de um forum de debate em Belo Horizonte recentemente, onde o Prof. C. Bóveda mostrou casos maravilhosos de reparação usando Hidróxido de Cálcio por 10 a 12 mêses e obturou os canais somente após a reparação sugerida pelas radiografias. Conheço casos idênticos do Prof. G. Debelian da Noruega com resultados fantásticos.
Bystrom e Sundqvist e Bystrom e outros, publicaram uma série de 5 estudos 1982, 83, 85, 85 e 87 onde eles concluiram que deixando o canal vazio após completo preparo químico mecânico, ocorre o restabelecimento da flora microbiana endodôntica no período de 2 a 3 dias. Por causa disso os autores recomendaram o uso de medicação intracanal com Hidróxido de Cálcio e contraindicaram o tratamento em sessão única. Houve um grande equívoco de interpretação de resultados porque o tratamento em sessão única não deixa o canal vazio, e sim o canal preenchido tridimensionalmente com cimento e guta percha o que é fundamental para o êxito do tratamento. Também no estudo de Holland de 1983, referido anteriormente, os formadores de opinião da época interpretaram os resultados contemplando a medicação intracanal como fator decisivo no sucesso e contraindicando a sessão única. Bastava comparar os dentes obturados após 1 ano com H. de Cálcio e dentes obturados imediatamente, sem nenhuma medicação. Todavia, este não foi o objetivo dos autores, apenas a interpretação de profissionais do ensino é que foi equivocada, causando enorme prejuizo à verdade científica na época.
Episódios desta natureza ocorrem com muita freqüência. Neudice, eu peço licença para chamar a sua atenção para o fato da importância da interpretação de estudos publicados na literatura e do real valor desses estudos. Após 49 anos de exercício em endodontia exclusivamente, eu fico preocupado em ver nossa especialidade tão importante para a odontologia estar dividida em duas correntes de opinião, embora este fato não seja indesejável: uma de profissionais orientados no uso de medicação intracanal e outra praticando obturação imediata. Desejável será um debate para se discutir alguns dos temas polêmicos para melhor esclarecimento. Lembrando que o Fórum de debate é o local onde professores e alunos aprendem, não é o local para exibição de conhecimento. Considerando meu recente impedimento de participar do ultimo fórum, ficarei muito satisfeito em participar de um novo debate, portanto, ponho-me a disposição para uma nova reunião, tanto em Goiânia, como Araraquara ou em outro local de livre escolha.

Dra. Neudice, peço-lhe permissão para encaminhar este “post” ao Prof. Estrela, ao Prof. Leonardo, Prof. Lage-Marques e Prof. Cardoso, como também à Comissão Científica do 25º CIOSP, através de sua coordenadora Dra. Mary Caroline Skelton Macedo, ao DeCoFe, na pessoa do Dr. Salvador Nunes Gentil e ao Presidente Prof. Raphael Baldacci Filho.
Envio um abraço com muita estima e amizade.
Ruy Hizatugu.
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quarta-feira, janeiro 17, 2007

APOIO AO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO: PROF. MARCOS ROGÉRIO RABELO

RESIDÊNCIA CLÍNICA EM ENDODONTIA MECÂNICA OPERATÓRIA

NÍVEL: Capacitação Profissional (Aperfeiçoamento).

NATUREZA: Aplicação clínica intensiva da instrumentação mecânica rotatória (Sistema RaCe).

DURAÇÃO: 10 módulos, sendo um por mês.

DIAS E HORÁRIOS: Segundas-Feiras, das 8 horas às 20 horas.
Terças-Feiras, das 8 horas às 20 horas.

INÍCIO: 26 De Março de 2007.

LOCAL E INSCRIÇÕES:
Centro de Odontologia Avançada, Rua. Penafiel 420, Anchieta
Belo Horizonte – MG.
Telefone (31) 3284 4545.

COORDENADORES:

Prof. Dr. Marcos Rogério Rabelo. Professor e Coordenador
da EAP-ABOMG, Professor Coordenador do ARGUTU'S
Laboratório de Educação Endodôntica, Professor convidado
do curso de Especialização em Endodontia de Diamantina,
Professor convidado do curso de Especialização em
Endodontia ABO Uberlândia. Pós-graduado em Endodontia
pela PUC-MG e Endodontista nível sete da PBH.
E-mail: marcosrabelo@superig.com.br

Prof. Dr. Otaviano L. D. Pereira. Pós-Graduação em
Endodontia pelo CEO - IPSEMG/MG, Coordenador da EAPABOMG,
Professor convidado do Centro de Treinamento em
Endodontia, Professor do ARGUTU'S Laboratório de Educação
Endodôntica.

Prof. Dr. Farley Rodrigo B Santos. Pós-Graduação
Odontoclínica da Aeronáutica Santos Dumont RJ, Diplomado
pela Faculdade de Odontologia UFMG.
Professor do ARGUTU'S Laboratório de Educação
Endodôntica.
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quarta-feira, janeiro 10, 2007

META-ANÁLISE: ENDODONTIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS

Durante a troca de informações via e-mail foi desenvolvido o tema acima referido. Convido os colegas e amigos acessarem o "comments" para participarem da discussão deste conceito contemporâneo: meta-análise e a endodontia baseada em evidências, considerado a mais confiável e imparcial fonte para tomada de decisões clínicas.

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